Essencial para Pais.

Controlo Emocional essencial para os pais

Tenho muita dificuldade em suportar as críticas aos pais dos nossos dias. Quem os critica parece esquecer como é dificil educar, hoje e no passado, mas sobretudo ignora como os tempos de facto mudaram e já não podemos ter com os mais novos as relações de antigamente. Os discípulos dos pais de outrora, campeões do autoritarismo, sem sucesso desde o final dos anos sessenta, não têm à sua espera a fada do lar, a mulher dos livros da primária do tempo de Salazar; não dispõem de empregadas a tempo inteiro, a quem os mais ricos entregavam os filhos a toda a hora; e, sobretudo, aprenderam finalmente que as crianças e os jovens são pessoas com direitos, e que a sociedade, que tanto criticam, é a primeira a reflectir sobre questões de educação. Tudo está em questão no séc. XXI e isso é uma das coisas boas do nosso tempo, mas temos de chamar a atenção para o facto de não ser possivel aplicar receitas, quando se trata da relação entre pais e filhos. É preciso esclarecer que ninguém pode educar a partir de um livro, nem existe um manual de “boas práticas” para os pais de hoje. Vou a uma livraria, aqui ou no estrangeiro, e fico preplexo: o que é destacado e vende mais são edições de livros de auto-ajuda, com dezenas de conselhos sobre “como fazer com o seu filho”. Que inseguranças devem estar tantos autores e editores que, na ânsia de um êxito fácil, pensam que tudo se pode reduzir a esquemas! Eu, que trabalho há vinte e cinco anos com pais e filhos, sei bem como é dificil encontrar um rumo, uma linha clara que nos indique sobretudo o que não devemos fazer! Fico impressionado com os textos que agora enchem as livrarias, procuro um sentido, uma investigação cuidada, um autor experiente, mas salvo algumas excepções óbvias (Brazelton é uma delas), encontro manuais de leitura fácil e pouco conteúdo. Pesquiso melhor e fico preocupado: há um tronco comum a estas publicações, a defesa da autoridade dos pais. Compreendo a preocupação destes autores, porque de facto os pais perderam autoridade na fuga ao autoritarismo dos seus próprios pais (avós dos jovens de hoje), mas o perigo está aí à nossa espreita, daqui a pouco virá a defesa dos castigos corporais, dos professores distantes e austeros, das crianças e jovens cheias de medo, submissas como querem esses arautos, mas incapazes de partilhar os seus fantasmas com o progenitores. O que penso ser fundamental para um pai ou uma mãe de agora, é a reflexão sobre a transmissão da experiência de parentalidade, feita a partir dos seus pais, os avós das crianças e adolescentes de hoje. Sabe-se que os pais que integraram essa vivência são mais seguros na sua função parental e, se mantiveram um contacto profundo com os seus próprios pais, podem revê-la a todo o momento. O diálogo transgeracional entre pais e filhos vale por cem manuais de auto-ajuda, com a vantagem de ser gratuito, baseado no afecto e estruturante para os descendentes. Sem essa reflexão, é pouco provável que os novos pais adquiram tranquilidade e controlo emocional, porque a verdade é esta: como podem um pai e uma mãe que não estão bem emocionalmente acontrolar a ansiedade que, inevitavelmente, a condição de progenitores lhes vai trazer? Aos pais que não se entenderam com os seus próprios pais, que vivenciaram experiências traumáticas na sua infãncia, que vivem momentos de grande inquietação ou doença mental, para que servirá um livrinho de conselhos rápidos? A única saída será o caminho da descoberta dos seus laços familiares, perdidos no sótão da sua infância.                      

Daniel Sampaio in Crónica Porque sim, 01.05.2004

Os Filhos no Divórcio

O divórcio dos pais transforma completamente a vida dos seus filhos, e esta transformação procede-se com uma grande dor: perdem a intimidade quotidiana com um dos seus pais, altera-se o conceito de família e sentem-se basicamente abandonados. Os impactos podem ser muito diferentes, segundo o sexo e a idade dos filhos no momento em que se dá a separação, porém também existe elementos em comum na experiência de todas as crianças que tenham atravessado esta crise.

A experiência do divórcio traz novos elementos à identidade da criança, modificando-a. Os filhos de famílias divorciadas partilham de atitudes, sentimentos e ilusões, e consideram-se membros de um grupo especial. O facto de serem filhos de pais divorciados faz com que padeçam de uma identidade fixa, que define a sua personalidade e afecta profundamente as suas relações presentes e futuras. Sentem que o processo de crescimento é mais difícil, e de facto o é, porque o divórcio provoca traumas. Ao longo dos anos, vivem perante sentimentos de perda, tristeza e ansiedade, sentem-se menos protegidos, menos cuidados e consolados.

Compartilham de valores mais conservadores dos seus pais respeitantes ao matrimónio: desejam um matrimónio estável, um amor romântico, duradouro e leal, mas com a sensação de que há poucas probabilidades de acontecer. Crêem que é necessário evitar matrimónios impulsivos, e que a convivência experimental é boa para uma relação. Anseiam estabelecer relações duradouras e preocupam-se não o conseguir.

A primeira reacção dos filhos frente ao divórcio é o temor, uma profunda sensação de perda e tanto podem chorar por um pai afectuoso como por um pai indiferente. Também se preocupam com o bem-estar dos seus pais, estranham que o pai/mãe se tenha ido embora e temem não voltar a vê-lo. A qualquer idade sentem-se recalcados. Quando um pai abandona o outro, as crianças interpretam-no como se tivessem elas mesmas a serem abandonadas. Sentem que a sua opinião não conta e sentem impotência frente a sua incapacidade para interferir num acontecimento tão importante nas suas vidas.

 

Algumas condutas a seguir pelos pais divorciados
Todos estes problemas anteriormente descritos podem ser evitados se os pais adoptarem uma atitude adequada, no momento da crise e depois dela. Alguns pontos a seguir:

  • Ajudar os seus filhos quando a separação está iminente, preparando-os para o que está para vir. Ser cuidadoso com o que lhes diz e como o diz, porque tudo o que lhes dirá será recordado por muito tempo. Não se pode evitar que sofram mas existem muitas formas de diminuir esse sofrimento;
  • Comunicarem juntos (pai e mãe) a decisão do divórcio. Desta forma, transmitem uma decisão conjunta, madura e racional;
  • Falar com todos os filhos ao mesmo tempo porque podem ajudar-se entre si. Se existirem diferenças de idades muito acentuadas, num segundo momento poderá falar com cada um em separado, adequando o discurso a cada idade;
  • Devem inteirar-se que a decisão de divórcio está firmemente tomada e com antecipação, revelar o dia em que o pai/mãe se vai mudar;

Explicar a situação de forma clara. Os filhos precisam de entender que se trata de um divórcio. No caso de adolescentes, convêm explicar-lhes todo o processo legal e as decisões que será necessário tomar;

  • Explicar-lhes as razões do divórcio, sem entrar em detalhes como infidelidades e problemas sexuais;
  • Exprimir a tristeza que gera o divórcio dos pais, porque isto lhes permite exprimir os seus próprios sentimentos;
  • Dizer-lhes que eles não são responsáveis pela separação e que não está em suas mãos recompor a relação;
  • Dizer-lhes que sabem que vão sofrer e que lamentam causar-lhes este sofrimento;
  • Dizer-lhes que foram um dos maiores prazeres do matrimónio e que no passado existiu muito amor nele;
  • Antecipar situações previsíveis dentro do possível;
  • Dizer-lhes que devem ser valentes e que esta crise deverá ser ultrapassada por toda a família;
  • Deixá-los participar com opiniões sobre as decisões a tomar, no entanto não serão eles a decidir;
  • Dizer-lhes que todos deverão esforçar-se para manter a importante relação entre pais e filhos;
  • Dizer-lhes que têm o direito de amar ambos os pais da mesma forma, reforçando que o divórcio é um problema entre adultos.

Para terminar, pode-se concluir que são dois os objectivos que os adultos deverão alcançar após um divórcio. O primeiro é a reconstrução das suas vidas pessoais, e o segundo ajudar os filhos a superar o fracasso do matrimónio e dos anos posteriores ao divórcio. Os filhos também deverão alcançar dois objectivos. Em primeiro lugar, devem reconhecer a realidade da separação e aceitá-la, para poder continuar a crescer familiar e individualmente. Em segundo lugar, acreditar no amor e aceitar a ideia positiva de que podem amar e ser amados

http://divorcio.tuga.pt/index.php?p=filhos

Como gerir a rivalidade entre irmãos?

Sempre que nasce um irmão é inevitável e natural que haja rivalidade entre ambos. Têm de partilhar a casa, muitas vezes o quarto, a televisão, os brinquedos e têm de partilhar acima de tudo a atenção e o amor dos pais. Mas o que fazer para que esta rivalidade não exceda os limites saudáveis, e não comece a prejudicar as crianças?

A rivalidade é saudável quando favorece a socialização, quando tende a respeitar os outros o que conduz à solidariedade e à cooperação. Fomenta também o conhecimento dos seus próprios limites e o controlo da agressividade. Logo, a rivalidade não tem de ser negativa nem contida, ela pode ser um meio de aquisição de competências sociais, uma vez que as crianças têm de mostrar as suas competências para resolver conflitos e divergências.

A intervenção dos pais para acabar com a rivalidade deve ser evitada, as crianças devem numa primeira instância tentar resolver os conflitos por elas próprias, procurarem qual a melhor solução através do diálogo mas, quando os pais são chamados a intervir deve ser no sentido da mediação, ou seja, procurar saber quais os pontos de vista de cada criança e as suas emoções, isto porque o simples acto das crianças serem ouvidas e compreendidas já acalma a situação.

Thomas Gordon (1998) fala-nos da linguagem da aceitação, onde a aceitação autêntica do outro surge como um factor importante para o estabelecimento de uma relação, onde o outro possa crescer positivamente, levando-o a partilhar sentimentos e problemas.

A aceitação pode ser demonstrada através da não intervenção, ou seja, os pais mostram aceitação em relação aos filhos não intervindo nas suas actividades, permitindo aos filhos cometerem “erros” e construírem eles próprios o seu projecto, possibilitando às crianças serem elas mesmas.

Quando, pelo contrário, se utiliza a linguagem da não-aceitação (os pais dizem aos filhos o que fazer, como o fazer, quando o fazer, etc.) ela concebe nas crianças sentimentos de avaliação, julgamento, crítica, sermão, lição de moral, ordem, são mensagens que transmitem a não-aceitação da criança como ela é e que a transforma à imagem dos pais.

Um dos factores que pode criar sentimentos desagradáveis entre os irmãos é a comparação que os pais fazem entre eles (Brazelton, 2005). A comparação destaca num dos filhos o exemplo, as qualidades e os comportamentos positivos, levando o outro a sentir-se desvalorizado e incapaz conduzindo a uma baixa auto-estima. Frases como “o teu irmão joga melhor futebol do que tu” ou “porque não te portas como o teu irmão” devem ser sempre evitadas.

Apesar de serem irmãos não têm a mesma personalidade, vontades ou aptidões, são sempre pessoas diferentes, com ritmos diferentes. Cada filho deve ser valorizado pelas suas capacidades e pela sua individualidade.

Quantas vezes também não se ouve dos pais “é o preferido da mãe” ou “é a menina do papá”, este género de favoritismo conduz à preferência de um filho em relação ao outro, a criança poderá ter noção deste aspecto e reagir com tristeza, ciúme e agressividade para com o outro irmão (Brazelton, 2005).

A rivalidade entre irmãos deve ser entendida como um sofrimento que a criança manifesta com o nascimento do irmão mais novo, devido à atenção dada ao novo elemento, “os meus pais já não gostam de mim”.

A resposta dos pais deve ser sempre no sentido do afecto e da compreensão e não da repreensão como dizer “cuidado com o teu irmão” ou “não faças isso à tua irmã”, são expressões a evitar. O ciúme entre os filhos não é mais que um pedido de atenção e carinho.

Estratégias para facilitar a relação entre irmãos:
• As crianças devem ser encorajadas a falar livremente sobre os seus sentimentos sejam eles o amor ou o ciúme, a alegria ou a tristeza.
• Estes sentimentos devem ser aceites pelos pais como naturais, dando à criança a noção de que está a ser compreendida e ajuda-o a entender a situação.
• Dar atenção a ambos os filhos, especialmente aquando do nascimento do mais novo dar atenção ao mais velho, para não se sentir rejeitado e abandonado uma vez que os cuidados e a atenção vai estar centrados no mais novo.
• Evitar a comparação e o favoritismo entre irmãos. Deve-se aceitar as diferenças entre os filhos e aceitá-los como distintos.
• Quando surge um conflito entre irmãos, não intervir deixando-os procurar estratégias para a resolução do conflito.
• Se a rivalidade estiver a ser excessiva intervir como mediadores, promovendo a partilha de pontos de vista e emoções.

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Dra. Ana Pernicha e Dr. Ricardo Baptista
Centro de Psicologia e Formação da Pessoa

Acção dos pais e da escola: uma acção comum

A parte que compete aos pais na educação da liberdade assume o contraste entre momentos de autoridade e de diálogo.
Quando falamos em autoridade, é no sentido de uma paternidade responsável e interessada e não em autoritarismo. Só existe uma atitude capaz de equilibrar as relações de autoridade-dependência entre pais e filhos: a autenticidade. A autenticidade permite que os pais sejam pais, e não que aparentem uma paternidade, e torna possível que os filhos sejam filhos.

Importa destacar o valor do diálogo. O diálogo exige dos pais a atitude de compreender o filho. Compreender não significa estar de acordo com as ideias ou o comportamento do filho. Mas estar consciente e aceitar a pessoa do filho. Não existe o filho ideal, como não existe o pai ideal. Para dialogar é necessário estar aberto aos novos valores.

Educar os filhos para que sejam pessoas responsavelmente livres é uma tarefa difícil e dura para os pais, mas é também uma tarefa apaixonante, pois a liberdade é a raiz da personalidade humana.

Os pais também devem ajudar a promover a aprendizagem como ler aos filhos, ouvi-los a ler, conversar sobre diferentes temas, pedir-lhes a opinião, passear, ir a museus e locais históricos, entre muitas outras actividades. Além disso, os pais podem ajudar a proporcionar um ambiente de estudo facilitador da aprendizagem, ajudar a organizar horários de estudo e ajudar nos trabalhados escolares.
Também é importante para os alunos sentirem que os seus familiares participam nas actividades organizadas pela escola, eles fizeram um investimento que gostam de ver reconhecido. Os pais também têm a possibilidade de conhecer melhor a escola, os professores e colegas.

Tal como os pais, a escola educa para a liberdade, através do diálogo e da autoridade. Por isso, nestes dois campos, as posições são idênticas, quer para a família, quer para a escola, e pressupõem uma forte coordenação no modo de as pôr em prática.
Além disso, a escola educa através da sua maneira de actuar. Um educando aprende a ser livre quando os sistemas educativos lhe apresentam um padrão no qual ele pode desenvolver, progressiva e racionalmente, as suas capacidades críticas e de opção, dentro de um compromisso de obrigações que o aperfeiçoam como pessoa e o inserem na sociedade.

O sistema escolar deve assentar também no diálogo entre educando e educadores, pois é o diálogo, e não o monólogo dos professores que desperta a atitude crítica, base em que assenta a liberdade.

Podemos então destacar que Família e Escola têm uma missão comparticipada: a orientação pessoal do educando.

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A iniciação dos filhos na creche

Uma das principais preocupações dos Pais em relação à iniciação da Creche dos seus filhos é a Adaptação.
Quando os pais colocam o seu filho numa creche são portadores de vários receios e de imensas dúvidas:

– Será que o meu filho vai ficar bem?
– Será que lhe vão dar a devida atenção?
– Será que o vão mimar?
– Será…? Será… ?

Existem demasiadas dúvidas que perturbam muito os pais, principalmente nos primeiros dias de creche.
Todas estas dúvidas e inquietações, que tanto atormenta os pais, são compreensíveis e legítimas, pois vão deixar os seus pequenos “tesouros” com pessoas que lhes são estranhas; no entanto sem se aperceberem os pais são os principais transmissores de ansiedade e angústia para as criancinhas.

É geralmente conhecido que os bebes se adaptam com mais facilidade a tudo o que é novo, como novas situações e ambientes, e quanto mais cedo a criança entrar para a creche, mais fácil será a sua Adaptação, apesar de ser uma fase mais complicada para os pais, porque os seus pequenotes são demasiado indefesos.

Nesta fase inicial da vida de uma criança, principalmente quando vai para a creche, há sempre um adulto na sala com quem a criança irá criar laços afectivos mais fortes e intensos, a esta situação, chama-se Vinculação. Esta Vinculação vai dar/trazer à criança uma maior segurança, que vai fazer com que esta se sinta protegida e consiga então, transmitir aos pais que está bem, serena e tranquila sempre que vai para a creche.

Por norma, numa fase inicial, aconselha-se os pais que nos primeiros dias a criança fique poucas horas na creche, isto acontece porque a ansiedade dos pais é grande e reflecte-se nas crianças.
Na minha experiência profissional, como Educadora de Infância, e a trabalhar há 4 anos em salas, cujas crianças provém do meio familiar, normalmente tenho uma reunião individual antes do inicio do ano lectivo com os pais de cada criança, aos quais peço para que na primeira semana de creche a Adaptação seja gradual, isto é, no 1º dia de creche dos filhotes, convido os pais a permanecerem na sala com as crianças toda a manhã, no 2º dia já deixarão a criança 1 hora na sala e os pais vão-os buscar após essa hora, no 3º dia a criança já fica toda a manha e já almoça, e vai embora com os pais depois de almoçar, no 4º dia a criança para além de ficar toda a manhã, de almoçar também já irá dormir a sesta na creche e no 5º dia a criança permanecerá um dia completo na creche.

Uma Adaptação feita nestes moldes ajuda a criança e os pais a se adaptarem de uma forma lenta e gradual, diminuído assim a ansiedade de ambos.
Costumo dizer que a Adaptação dos pais é mais difícil que a das crianças, ou seja, uma criança habitua-se mais facialmente à separação da figura parental do que os pais à separação dos filhos.

Terminada a primeira semana de Adaptação, é também importante referir que se a criança tiver algum objecto que a acompanha sempre (boneco, fralda de pano, etc.) é importante que esse objecto venha sempre com a criança, pois é chamado de Objecto de Transição. Estes objectos designados por Winnicott, por objectos transaccionais, são usados pela criança como um suporte na conquista da autonomia, uma vez que são uma espécie de substituto materno e permitem à criança organizar-se na ausência das figuras de referência. As crianças ao se sentirem sozinhas na cama, por exemplo, na creche ou jardim de infância, usam esses objectos para se sentirem mais confiantes.

Há diversos motivos que causam esta ansiedade, no entanto é importante que não se transmitam os receios, as angústias e as preocupações dos pais para as crianças, é por isso essencial que haja segurança por parte dos pais, quando vão deixar os filhos na creche, mesmo que a criança chore ou implore para não ficar ali, é importante que os pais não cedam a este tipo de “chantagem” feita pelas crianças.

A firmeza dos pais tem um papel extremamente importante nesta hora, pois há-que explicar aos filhos com todo o carinho e amor que os vão buscar ao final do dia, porque apesar de gostarem muito deles têm de ir trabalhar. A criança aos poucos vai percebendo a rotina e saberá que ao fim do dia os pais a vão buscar, criando assim na criança segurança e estabilidade.

Neste período de ansiedade de separação e angústia a criança pode mostrar relutância em deixar a mãe, rabugenta e difícil de consolar, contudo este comportamento da criança acabara por desaparecer. Este período da Adaptação não tem tempo certo de duração, vai depender de cada criança e de cada caso.
Estima-se que apenas cerca de 3% a 4% das crianças não se conseguem adaptar à creche e isto normalmente acontece por culpa de familiares directos (pais, avós, …) que reagem mal às rotinas e regras que serão impostas na criança.
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