Regras da casa

 

 

 

AS REGRAS DA CASA

O mundo é regido por regras, leis ou normas, que indicam aquilo que é aceitável ou não, pela sociedade. O primeiro conjunto de regras é aprender entre as quatro paredes do lar, junto dos pais e familiares, marcando o início da socialização da criança. A criança enquanto cresce vai juntar às regras já aprendidas outras, novas, que vai conhecendo nas suas experiências com os seus amigos, com os seus colegas, etc. Culminando naquilo a que a que podemos chamar de regras sociais, bem como das leis que regem os Homens.

As regras aprendidas em casa, as regras da casa, impostas pelo pai, ou pela mãe, são aquelas que vão definir o primeiro contacto da criança com a realidade exterior. Assumem um papel importante porque se estas regras não são bem administradas, as normas e leis posteriores não serão respeitadas ou obedecidas.

Qualquer criança necessita de normas ou limites à sua actuação, de forma a crescer com segurança e a distinguir o bem do mal, mas não só. Sem limites, uma criança conhece um caos insuportável de coisas que se misturam e entrelaçam, sem atingirem um sentido. As regras funcionam como código para descodificar a realidade e essas coisas entrelaçadas.

Em Casa, junto da família, as regras delimitam a acção de todos proibindo que surjam situações desagradáveis. As portas de uma casa separam divisões e representam assim um limite, uma regra, mas não são só limites às divisões também separam papéis dentro da família, separam o quarto dos pais da visita dos filhos impedindo que a relação entre marido e mulher seja misturada com as relações com os filhos, por exemplo.

Restringir a acção de uma criança, sem entrar nos exageros, é sinal de afecto e de amor. Quando se diz a alguém que está proibido de fazer determinada coisa porque lhe pode fazer mal, é a mesma coisa que dizer que se está preocupado com o bem-estar desse alguém. Um Pai não proíbe só por proibir, fá-lo porque sente necessidade de cuidar de alguém que lhe é muito querido. Por outro lado, a criança sabe que apesar de estar proibida de fazer uma coisa, a pessoa que a proibiu gosta dela e, por isso, não deve desobedecer.

Ora, se as regras servem para apresentar a criança ao mundo e à convivência com a realidade, se servem para cuidar e passar segurança aos mais novos, o que dizer das crianças que cresceu sem regras? Ou então aquelas que vivem com regras a mais, impedidas de serem independentes?

Viver com regras, sem entrar no exagero ou na obsessão, é importante para a criança. Levar uma criança a sentir que cresce numa prisão, só com sentidos proibidos, é educá-la na dependência e na loucura da reclusão. Da mesma forma, não regular a casa onde se vive é a mesma coisa que dizer «não me preocupo», levando à natural insatisfação da criança e à busca de proibições e de castigos.

Na infância, a falta de regras familiares, leva qualquer criança a cometer pequenos crimes, na busca inconsciente, de segurança e limites. Quanto menos tempo de qualidade os pais passarem em casa, preocupando-se e criando normas e rotinas saudáveis, mais as crianças se perdem e ficam à margem numa busca individual de realização que raramente conseguem atingir sozinhas.

As regras são assim fundamentais para o crescimento. É importante que a criança reconheça a sua importância de forma a respeitá-las e compreendê-las quando for maior.

Texto de Luís Pereira Filipe

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